quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Audiência Pública na Assembleia sobre as Águas

A Associação Comunitária do Bairro Pasárgada particcipou hoje da audiência pública sobre a crise da água na região metropolitana de BH, na comissão de direitos humanos da Assembleia Legislatina MG.
Lembrando aos parlamentares sobre a necessidade de expansão da Estação Ecológica de Fechos, através de projeto de lei já em tramitação na Assembleia desde outubro de 2012, conseguiu-se um requerimento de aceleração desta tramitação, e requerimento contra o projeto de lei municipal que pretende vender as propriedades da prefeitura de Belo Horizonte na zona de amortecimento de Fechos, a ser enviado ao prefeito Márcio Lacerda e ao presidente da câmara de vereadores de BH. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Rede Vizinhos Protegidos

Moradores do Bairro de Lourdes entram na rede de vizinhos protegidos

Moradores de 18 edifícios do bairro aderem à rede de vizinhos protegidos, da Polícia Militar, na tentativa de inibir violência. Comunidade também reivindica reforço no patrulhamento
Maria Auxiliadora Lage Guerra, moradora da Rua Curitiba, espera ter mais segurança:
"Suponho que (bandidos) atuem em lugares menos protegidos"
Paula Sarapu
Publicação: 08/08/2013 06:00 Atualização: 08/08/2013 06:43

A rede de vizinhos protegidos, programa da Polícia Militar que busca apoio de moradores para inibir a ação de criminosos, chegou ao Bairro de Lourdes, na Zona Sul de Belo Horizonte. Um grupo de 150 moradores de 18 edifícios decidiu fazer parte do sistema, criado em 2004 e que consiste em aproximar vizinhos, criar uma comunicação mais próxima com a PM e instalar placas de identificação nos prédios. A maior parte dos imóveis que farão parte do programa – em geral condomínios fechados – está localizada nas ruas São Paulo, Alvarenga Peixoto e Bárbara Heliodora. Uma reunião marcada para hoje inaugurará a parceria. Apesar de o programa não prever reforço de patrulhamento, parte dos moradores aproveitará o encontro para reivindicar maior presença policial no bairro.

“Tudo o que vem para agregar e melhorar as condições de segurança é bom”, avalia o arquiteto e morador do bairro Kléber Gonçalves, de 70 anos, sobre a adesão à rede de vizinhos protegidos. Mas ele avisa: “Sei que não há proposta de intensificar patrulhamento, mas vamos pleitear”. Kléber conta que foi síndico em um prédio na Rua Antônio Aleixo, onde havia o que ele chama de “visita tranquilizadora”. “Os policiais passavam pelas ruas e conversavam com moradores e porteiros”, lembra. Segundo a presidente da Associação de Moradores PróLourdes, Lúcia Pinheiro Rocha, a iniciativa atende a pedido dos moradores. “Conversávamos desde 2011 e a adesão foi gradual. Agora, conseguimos encorpar a demanda”, disse.

Até o fim da semana, todos os imóveis que aderiram ao programa deverão receber as placas indicativas. Entre moradores, a expectativa é por um pouco

mais de tranquilidade. Moradora da Rua Curitiba, a psicanalista Maria Auxiliadora Lage Guerra, de 60 anos, acredita que as placas instaladas na frente dos prédios podem inibir a ação dos criminosos e considera positivo ter uma comunicação mais rápida com a polícia. “Não conheço a psicologia do bandido, mas suponho que ele atue em lugares menos protegidos”, disse. Ela conta que um assalto recente na Rua Alvarenga Peixoto acendeu o sinal de alerta na vizinhança. “Moro numa área de muito movimento de bares e restaurantes, que de certa forma pode dar mais segurança. Mas pode ter gente ali acompanhando a movimentação de moradores, sacando a rotina”, diz.

Segundo a PM, mais de 7 mil famílias em toda a cidade integram a Rede de Vizinhos Protegidos por meio de 500 redes. Para o major Carlos Alves, comandante da 4ª Companhia da PM, a chegada do programa a Lourdes é um marco. “É um bairro com características diferentes daqueles que normalmente aderem (à rede de vizinhos) porque são edifícios onde as relações acabam mais distanciadas”, considera. “A polícia não tem como estar presente 24 horas por dia no mesmo lugar. Este projeto, muito simples, aproxima as pessoas e chama atenção para o fato de que a segurança é responsabilidade de todos”, defende o major.

PALAVRA DE ESPECIALISTA: ROBSON SÁVIO REIS SOUZA, ESPECIALISTA EM SEGURANÇA PÚBLICA

Colaboração importante
“O programa (Rede de Vizinhos Protegidos) é um elemento importante para maior colaboração das pessoas, que passam a denunciar e a se preocupar com os outros. Se há um evento diferente, um aciona outros, que chamam a polícia. Isso inibe a ação de marginais. Não pode é haver favorecimento. Esse tipo de aproximação com associações e comerciantes não deve implicar em troca para a compra de rádios de comunicação ou de uma moto, por exemplo, com direcionamento da segurança pública para quem pode oferecer o que o estado não pode.”


Fonte: www.em.com.br

Rede Vizinhos Protegidos

Como processo da implantação da Rede em Pasárgada, vamos pensando em um modelo de convite para enviarmos para a comunidade, e um modelo de placa para as residências monitoradas.






Rede de Vizinhos Protegidos

A Associação Comunitária do Bairro Pasárgada está em contato com a Polícia Militas de Minas Gerais para implantarmos em nosso bairro o exitoso projeto Rede Vizinhos Protegidos, que já está implantado em centenas de bairros em muitas cidades de Minas, uma parceira comunidade/PMMG.







quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Rede de Vizinhos Protegidos

Protocolado hoje o ofício abaixo, junto à PMMG, solicitando orientação e apoio na implantação da "Rede de Vizinhos Protegidos" em Pasárgada, como forma de construir uma opção de manutenção da segurança que inclua os serviços públicos e compartilhe com os mesmos a responsabilidade de todos por um bairro protegido.


Nova Lima, 08 de janeiro de 2015

À Policia Militar de Minas Gerais – PMMG,

Prezados,
            Saudações cidadãs,
            Nós, da Associação Comunitária do Bairro Pasárgada solicitamos a vocês a orientação e apoio para implantarmos em nosso bairro o exitoso projeto “Rede de Vizinhos Protegidos”.
            Com a certeza de contarmos sempre com o valoroso trabalho e proteção da PMMG, desde já agradecemos.
            Aguardamos o contato de vocês, segue nosso email: bairropasargada@gmail.com
            Atenciosamente,



Associação Comunitária do Bairro Pasárgada


domingo, 4 de janeiro de 2015

COPASA indenizará consumidores

Consumidores serão indenizados pela ingestão de água contaminada por restos de cadáver


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Concessionária pagará R$ 3 mil para cada consumidor
A Copasa - Companhia de Saneamento de Minas Gerais deve indenizar dois consumidores do município de São Francisco pela ingestão de água contaminada pelos restos de um cadáver humano encontrado em um de seus reservatórios. A 2ª turma do STJ reconheceu a responsabilidade subjetiva da concessionária e fixou a indenização em R$ 3 mil para cada consumidor.
Os consumidores ajuizaram a ação sustentando que, no dia 7/4/10, foram encontrados por um funcionário da Copasa uma ossada e órgãos viscerais de um cadáver humano dentro do seu principal reservatório de água já tratada, a qual era distribuída para o consumo de toda a população de São Francisco.
Afirmaram que o corpo estava se decompondo no fundo do reservatório havia mais de seis meses e que por isso, durante todo esse período, os moradores da cidade ingeriram água contaminada e restos fragmentados do cadáver. A concessionária contestou, enaltecendo a qualidade da água servida à população e afirmando que não houve contaminação.
A 1ª instância extinguiu o processo, com resolução de mérito, por entender que a prova documental da Copasa demonstrou que a água consumida no município foi analisada nos últimos 12 meses, incluindo o período em que o cadáver estaria no reservatório, e mantinha os padrões de potabilidade exigidos pelas portarias do Ministério da Saúde. O TJ/MG manteve a sentença.
Falha na vigilância
No STJ, o relator do recurso, ministro Humberto Martinsafirmou estar configurada a responsabilidade subjetiva por omissão da concessionária, decorrente de falha do dever de efetiva vigilância do reservatório de água.
Fato é que ele [o local] foi invadido, e o reservatório passível de violação quando nele foi deixado um cadáver humano.”
Ainda segundo Martins, ficou caracterizada falha na prestação do serviço, indenizável por dano moral, quando a Copasa não garantiu a qualidade da água distribuída à população. Para ele, é inegável que, se o corpo estava em decomposição, a água ficou por determinado período contaminada.
É inegável, diante de tal fato, a ocorrência de afronta à dignidade da pessoa humana, consistente no asco, angústia, humilhação, impotência da pessoa que toma ciência de que consumiu água contaminada por cadáver em avançado estágio de decomposição.Sentimentos que não podem ser confundidos com o mero dissabor cotidiano.”
Processo relacionado: REsp 1.494.296
Confira a íntegra do voto.